Era 30 de Dezembro do último ano quando voltei da praia ao hotel e vi uma chamada perdida em meu celular, de um amigo de minha cidade.
Voltei para casa dia 02 de Janeiro desse ano mas, somente na Quarta-feira (05), foi que me lembrei de ligar para tal amigo e saber qual o motivo da ligação.
Não foi preciso esperar muito, logo atenderam o telefone. A voz trêmula receava querer dizer algo. Em segundos, o que eu podia ouvir vindo do outro lado da linha era um choro amargo, triste. "Eu não acredito. Vou enterrar meu sobrinho. Tão novo, tão cristão!" foi o que ela pôde declarar em dificuldade.
Naquela hora, pensei no pior. Ninguém daquela casa sabia da ligação para meu celular dias atrás. A única coisa que me vinha a mente era: ''Deus fez de uma simples chamada perdida um sinal para algo que aconteceria". Não é estranho isso?
Quando eu soube quem era o "sobrinho", Vinícius, algo me envolveu, como uma decepção de não ter tido a oportunidade de dizer adeus. Ele passava férias com família e parentes na praia, quando foi atingido por um raio na areia. Muitas, ou quase todas as vezes não compreendemos como coisas como essa ocorrem, nem porquê. O que me confortou é o que conforta a todo Cristão no momento da perda: na segunda volta de Jesus, reencontraremos todos nossos queridos.
A imagem do Vinícius me vinha claramente a todo instante. Sei riscar uma música no violão. Ele que me ensinou. Ele me ensinou também algumas teorias químicas. Era disso que eu tentava me lembrar, das coisas boas.
Houve um dia em que o pranto me dominou e, como humana, senti a necessidade de pôr todas as lágrimas para fora.
Dois dias antes da morte dele eu o vi online no MSN. Quem dera eu não tivesse hesitado e tivesse conversado com ele naquela hora.
Então, algo tive que aprender: nunca desperdice uma conversa. Se precisa dizer algo a alguém, o faça. Se alguém precisa contar-lhe algo, deixe, e seja o melhor ouvinte.
Um dia você descobre o valor de um amigo. Não espere que seja tarde demais!
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