Essa nova página do Diário traz (mais) uma história que marca a minha vida nos Estados Unidos.
Como a maioria de vocês deve lembrar, comentei há um tempo sobre a grande oportunidade que recebi de estagiar no canal de TV Americano Hope Channel como Produtora para um dos shows da emissora (conforme contei num post passado).
Esse show, Hope Sabbath School, é sasonal, então (normalmente) a cada três meses passamos quatro dias em gravações intensivas, que serão usadas por um trimestre. Esse show é baseado em estudo de lições da Bíblia, com um professor (Pr Derek Morris), e "alunos", que ajudam a desenvolver a discussão dos temas pré-determinados.
Pois bem - Domingo passado, Abril 5, foi dia de taping. Na agenda, quatro capítulos a serem gravados. Roteiros preparados, convidados presentes, tudo certo.
Me foi passada, novamente, a responsabilidade de assumir a guia do show. Confesso ficar sempre muito contente quando penso nisso. Acredito ser uma enorme oportunidade confiada a mim. Afinal, não tratamos mais de programas para aulas na Faculdade - mas de um show em rede Nacional com alcance Internacional. Não me formei na Faculdade, não tive a maioria das aulas de Jornalismo específico, mas Deus me concedeu o que acredito ser um dom, e tem me dado capacidade para exercê-lo e aprimorá-lo no HC.
Voltando ao Domingo - os três primeiros capítulos aconteceram normalmente. Porém, uma de nossas guests teve de sair, por alguma emergência, deixando a necessidade de ter alguém para cobrir o lugar que ela deixaria.
A Produtora-chefe correu até mim e, com aquela cara de "preciso de você!", muito calma, me disse, "Gloria precisa ir embora. Não temos quem colocar no show. Você aceita participar no lugar dela?". Em questão de segundos, muita coisa passou em minha mente... "OMG, aparecer em frente às câmeras? Nem no meu próprio país isso aconteceu!", "Não acho que consigo. Meu lugar é na control-room, e não no estúdio.", "Meu cabelo não está arrumado!", "Mas nem estudei e me preparei para o tema. E se eu der muito na cara que estou despreparada?", "Ok, eu falo Inglês, não tenho medo ou vergonha, peço correção quando erro, mas e se eu travar e não conseguir falar nada?", "Caraca, meu! Preciso contar pros meus pais o que aconteceu hoje!". Um mix de sensações. Claro, topei!
Corri para a make-up room, depois colocaram o mic em mim, testamos, e estávamos prontos. Meu coração queria sair pela boca! Eu nunca tinha estado "no outro lado da coisa".
Foi uma experiência muito legal! Talvez, se isso tivesse acontecido no Brasil, não teria o mesmo impacto que tive aqui. Muita, muita coisa está envolvida na situação toda.
O programa deve ir ao ar no mês de Julho.

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