Eu não me lembro de ter passado um Aniversário longe dela, então hoje vai ser um dia meio estranho.
Ela sempre foi minha parceira. Se hoje sou apaixonada por esporte, ela tem 'culpa no cartório'! Ela sempre jogou vôlei, e até hoje teima em vencer a idade e se jogar nas quadras! É mais ágil que eu, algumas vezes, mais brava, mais 'raçuda', mais apaixonada... Ela é meu exemplo de atleta. Sem dúvida! Claro, depois dos nossos treinos, eu que tinha que ouvir "lembra daquele bloqueio que subi em fulana? Então, meu joelho/pé/dedo/costas/punho/mão..." - alguma coisa doía! Hahaha
Ela foi minha primeira parceira de trabalho. Meu primeiro job foi no Colégio Objetivo, e eu era assistente de professora - no caso, ela era a professora que eu assistia. Aprendi a segurar criançinha no colo, a dar mamadeira, a colocar para dormir, a trocar fralda, tudo com ela! Aprendi a diferença entre choro de verdade e choro forçado, com ela. Também!, tendo dois filhos como eu e o Tallis, tinha mais é que ser mãe-de-ouro, mesmo.
Tivemos muitos choques nessa vida, coisa de mãe e filha. Mas, tivemos muita coisa boa juntas, também! Quando o Nalbert, ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei, foi a Presidente Prudente, nós fomos 'brincar' de bola com ele no Sesc. Lembro também do meu primeiro e único Jogos Regionais que fui convocada, em Osvaldo Cruz (2009). Eu estava com ela. Dormimos nuns colchões em um quartinho gelado, tomamos banho num banheiro sujo, acho que com água fria. Que experiência! Poxa, tem tanta história pra contar... Já que não posso estar com ela hoje, vou continuar escrevendo!
Lembro do primeiro Ouro que ganhei em Interparti, em Handball (2003 ou 2004). Ela vestia uma camiseta amarela do Banco do Brasil, se não me engano (temos essa foto na cristaleira, em casa. Meu uniforme era um laranjado/azul, e o palco, a melhor quadra pra se jogar uma final: ginásio da Unoeste!). A gente se emocionou. Boas lembranças!
E quando eu ficava doente e precisava ir a algum médico? Pai nem sempre podia sair do trabalho, então era ela quem me acompanhava. Lembro de quando trinquei meu dedinho do pé direito, o calcanhar do mesmo pé, ferrei uns tendões do joelho direito, sofri entorce no dedinho da mão direita... Ela estava comigo nos hospitais São Lucas e Universitário nas quatro ocasiões. Quando, também, eu tive de passar um dia no Hospital até ter certeza que precisaria tirar meu apêndice, ela estava comigo. Ela deve lembrar disso: tenho uma estranha mania de rir e tremer quando fico nervosa ou ansiosa. No episódio 'Apendicite', antes de ir para a cirurgia, eu deveria ter meu sangue colhido, mas a besta aqui não parava de rir/tremer, e ela falando "para de rir, menina! Deixa eles tirarem teu sangue logo!". Resultado? Não perdi uma gota de sangue naquela hora!
Eu gosto das lembranças. É uma pena que o tempo nos faça perder algumas delas. Mas, é o mesmo 'tempo' que nos dá a oportunidade de sempre vivermos coisas novas que, mais pra frente, nos darão novas memórias.
Essa foto que anexei foi da última vez que vi minha mãe, nos despedindo, no Brasil. Eu, empolgada por estar começando a realizar meu sonho, tentei fortemente guardar toda lágrima que a saudade da família já queria trazer. Não me lembro de ter chorado! Acho que tudo que eu podia chorar, deu-se no dia anterior, um Sábado (Abril 14, 2012), na lindíssima e emocionante despedida surpresa, na Igreja Central.
É, dona Salma Fernandes Mendes. Um ano mais velha? Não. Diríamos um ano mais perto da volta de Jesus, quando não serão mais necessários textos de Feliz Aniversário!
Que Ele te conserve com saúde por mais algum tempo, pra eu curtir muito ainda tua companhia. Como sempre comentamos, por nos vermos muito frequentemente, nem dá muito pra dizer que estamos com saudade, né?! Mas, sinto muita falta de ter você por perto.
Te amo, mãe, a toda hora e em qualquer lugar! Happy Birthday to you!

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