Saturday, October 8, 2011

Movimento #famerpAgoniza‏

"A FAMERP, até 1994 era uma instituição de Ensino privada, sendo estadualizada durante o Governo Fleury no estado de São Paulo. Fazemos parte hoje de uma das 5 faculdades de Medicina estaduais de São Paulo. Entretanto, desde nossa estadualização, a FAMERP tem sofrido com um descaso absurdo por parte do Governo do Estado. Tivemos cortes de verbas seguidos e sobrevivemos hoje com uma miséria de custeio por parte do Governo, que por diversas vezes tem negado em nos receber e resolver nossos problemas. A verba que temos hoje já é há muito insuficiente para nossas demandas. Estamos com a portaria principal de nossa faculdade fechada há mais de 1 ano, não temos seguranças suficientes em nosso Campus, nosso complexo esportivo vem se sucateando, nossas salas de aula também. Nossas possibilidades de negociação se exauriram e num período inferior a 15 dias estaremos interrompendo nossas atividades e as do HOSPITAL DE BASE, nosso Hospital Universitário, maior hospital público do interior do Estado e que atende a uma população de mais de 2 milhões de habitantes(São José do Rio Preto e mais de 100 cidades vizinhas).
O aluno de Medicina na FAMERP é o aluno mais barato(considerando-se nossa verba) dentre as outras instituições de Medicina do Estado. Isso não nos impediu porém de ter sucessivas excelentes classificações no ENADE, que classificou a Famerp como a única Faculdade Estadual do país a obter nota máxima no índice geral de cursos, estando apenas atrás do ITA(Instituto tecnológico da Aeronáutica) no Índice Geral. Além disso, possuímos hoje o segundo maior Hospital Universitário do país, ficando atrás apenas do Hospital das Clínicas de São Paulo. Recebemos esse ano também o prêmio como melhor maternidade pública do Estado de São Paulo, além de diversos outros prêmios que viemos recebendo. Nosso complexo de Pesquisa foi recentemente conceituado como o mais produtivo do Estado, com o maior número de pesquisas por docente doutor. Isso tudo foi obtido com o empenho dos alunos e médicos da Instituição para seu engrandecimento, além do custeio por parte de uma Fundação de apoio à Faculdade. Entretanto, há tempos que a verba aqui é insuficiente. 
Outro problema seríssimo que enfrentamos é a situação de nossos professores e funcionários. O Governo não tem aprovado concursos públicos para Docentes nem para funcionários dentro do complexo. A situação vem ficando crítica e fomos muito precavidos até o momento, mas a realidade agora é outra. Daremos um prazo de 15 dias para o Governo resolver nossos problemas de Verba, da aprovação do Concurso para técnicos-administrativos e para resolver a recente tentativa de retirada de Autonomia Universitária que nos é dada. Caso dentro desse período nossas reivindicações não sejam atendidas, iremos interromper as atividades de aulas, pesquisa e o funcionamento completo do Hospital de Base, o que irá afetar significativamente uma grandiosa população, com diversas pessoas sem atendimento médico.
O que observamos aqui é que se entrava cada vez mais o desenvolvimento de uma Escola de Medicina e Enfermagem que tem um potencial absurdo de desenvolvimento educacional, assistencial e de pesquisa, diferente do que é observado na cidade de São Paulo e Campinas, onde a Medicina da USP e da UNICAMP, obtêm apoio e custeio para seus diferentes projetos na área de Saúde e Educação.
Recentemente, tivemos dentro de nosso complexo também a construção do Hospital da Criança, que se torna o maior Hospital Pediátrico da América Latina em número de leitos e o maior hospital 100% SUS do país. Entretanto, esse Hospital encontra-se fechado com a obra já concluída e sem previsão de inauguração!
Faço esse apelo pelos meus colegas e professores e por uma Instituição que vem superando as barreiras e conseguindo mostrar que o SUS funciona ainda no país e que o atendimento humanizado e de excelência gratuito ainda existe no país. Entretanto, essa realidade está com os dias contados, já que a Instituição corre risco de fechar suas portas por falta de apoio Governamental. Atendemos a uma população importante do Estado em números e não queremos interromper esse serviço que salva milhares de vidas diariamente e evolui em produção de conhecimento e em assistência médica.", texto de um estudante de Medicina da FAMERP.
Faça-se justiça com os que depositaram seu futuro profissional nessa Faculdade mas que, hoje, enfrentam problemas para realizar seu sonho.
Outras postagens: Advivo e Rede Bom Dia

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