Homem torna-se Presidente do País só com o ensino fundamental. Mulher sem graduação é feita diretora de Colégio. Moças jovens e bonitas não estudam e viram modelos. Rapazes vão ao campo, mas para jogar futebol.
Percebe-se que nem sempre uma profissão é construída institucionalmente. Aliás, para realizar muitas delas não é necessário o estudo. Veja: faxineiras correm de um lado para o outro, arrastando móveis e tapetes pelos cantos de uma casa, a fim de mantê-la limpa. Elas não precisaram entrar em uma Faculdade para aprender quais produtos podem danificar uma estante de madeira ou quais podem dar um brilho maior ao lustre da sala de visitas. De tanto treinarem, experimentarem, puderam melhorar seu desempenho na função realizada.
A maioria dos pais sempre ensina seus filhos: “Estude para ser alguém na vida!” mas, hoje, a criança olha para a frente e vê uma pessoa sentada o dia todo em frente a um computador, só analisando o que há de novo nas redes sociais e, o melhor (ou pior?), ganham dinheiro para isso. Onde fica a vontade de estudar?
Ficar três, quatro, cinco anos na faculdade em busca de uma formação profissional tem desanimado muitos jovens, que acabam exercendo qualquer atividade, mas são incapazes de realizar uma só, bem feita.
Quando o período de aprendizagem proposto dos estudantes termina, é hora de colocar em prática tudo o que aprenderam. Esse ensino deu-se na Faculdade (árvore), e será no mercado de trabalho (céu) que eles colocarão a mostra seus dons e proficiências. O que complica, no entanto, a vida de alguns desses novos concorrentes a um bom posto profissional é o medo de sair de sua árvore e alçar vôos mais longos e ousados pelo céu que lhes é oferecido.
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